Comentário de Felipe Nascimento sobre a poesia de Divanize Carbonieri

O comentário abaixo foi escrito pelo poeta Felipe Nascimento depois de ler os livros de poesia Entraves (2017) e Grande depósito de bugigangas (2018) de Divanize Carbonieri.

 

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Acho muito interessante a visão de Divanize sobre o cotidiano. Ações banais como desligar o liquidificador tornam-se um imenso afã, pelo incômodo que é a existência. Esses são os entraves, as ações que nos amesquinham no dia a dia. O incômodo perpassa a maior parte da obra de Divanize Carbonieri, por meio da aliteração. A repetição de sons cria quase que um ritmo galopante, e, como em um cavalo, um susto é provocado pelos pulos dos sons das palavras, fazendo com que o leitor esteja alerta e saiba conduzir o seu cavalo.

 

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Felipe Arruda Nascimento (2000) é estudante de Letras da Unisanta EaD. Nasceu em Santos, descendente de nordestinos, mas logo cedo se mudou para Praia Grande, onde vive até hoje. É editor da Revista Média Santista e lançou seu primeiro livro independente em 2019, no primeiro semestre, chamado A Alegria é Surda. No segundo semestre do mesmo ano, publicou O lado sensacional da vida é o meu ou livro dos mortos (https://www.editorapatua.com.br/produto/112564/o-lado-sensacional-da-vida-e-o-meu-ou-livro-dos-mo). Gosta de ler desde que aprendeu, mas só conheceu a poesia aos 12 anos, a partir de aí nunca mais a largou.